O município de Moju, de cultura tipicamente amazônica, tem a influência dos hábitos ribeirinhos, como o cultivo da mandioca, a pesca e a agricultura de subsistência.
O município apresenta, como principal manifestação religiosa a festa em homenagem ao padroeiro, o Divino Espírito Santo, realizada no segundo domingo de Pentecostes e que, por ser uma festa móvel, pode coincidir com o mês de maio ou junho; em qualquer um dos casos, as celebrações obedecem à tradição: iniciam com o Círio Fluvial, que sai da foz do rio Jambuaçu em direção à sede do Município, onde os festejos têm continuidade com arraial, leilão e ladainha na igreja.
Da mesma forma, outras manifestações religiosas do Município merecem destaque, como a procissão de Corpus Christi no mês de junho e a Festa de Nossa Senhora de Nazaré, em dezembro, cujo círio é uma tradição de 101 anos.
Grupo Folclórico Mexilhão do Icatu (em sua primeira formação)
Entre as manifestações da cultura popular local, destaca-se o Grupo Folclórico Mexilhão do Icatu, existente desde 1988, tendo já se apresentado em diversos municípios do Estado. Genuinamente mojuense, com canções que falam sobre os costumes e lendas de Moju, tendo como compositores Herivelto Martins e Silva, o Vetinho, Oséias Gordo, Profº. Olavo Profº Itamar Aracati e Germano Filho.
As canções são:
Vetinho: o boto, mexe-mexe, gingando, pesca do itui, caribé e maiaú.
Oséias e Olavao e Itamar: banho de cheiro, pororoca
Germano Filho: vem conhecer Moju


 Mexilhão do Icatu em formação mais recente em apresentação na Feira Agrocultural



O grupo Boi-bumbá, organizado pelo Sr. Germano Santo, se exibe nas casas onde é convidado, durante as comemorações festivas do Município e, com maior frequência, no mês de junho. Há, também, grupos de quadrilhas juninas.

Boi Bumbá Caprichoso




O artesanato do município não é muito variado, sendo os mais importantes a confecção de peneiras, tipitis, paneiros e vassouras produzidas da tala, produzido pelas pessoas que residem no interior que utilizam como utensílios ou para uso em seu trabalho diário, como é o caso de tipitis e peneiras para a fabricação de farinha.
Na região do Jambuaçu, algumas comunidades quilombolas estão produzindo artesanato de barro, como forma de resgate de sua cultura, expondo esses produtos por ocasião da Feira Agrocultural de Moju.




Cerâmicas quilombolas
 Na década de 80, a AME (Associação Mojuenses de Estudantes) deu início às comemorações do aniversário do município, que ocorre no dia 28 de agosto. A ideia central era comemorar o aniversário e ao mesmo tempo realizar momentos culturais, com apresentações artísticas que valorizassem a cultura local. Ficou denominada Feira de Arte e Cultura, e realmente era voltada para apresentações teatrais, concurso de poesias enaltecendo o município, danças e diversas atividades culturais. Hoje seu calendário ficou volátil, tendo acontecido até mesmo no mês de novembro, já também com o nome de Feira Agrocultural, perdendo também a essência do início.